Confiança e a nova forma de trabalhar

Vive-se, hoje, uma época em que as organizações estão em constante mutação e em que as preocupações acrescidas com a sua qualidade e a performance tornam o mundo empresarial mais competitivo e intolerante ao erro. Devido à globalização e ao avanço das novas tecnologias, verificou-se um aumento no aparecimento de equipas com algum grau de virtualidade dentro das organizações. Contratar colaboradores geograficamente afastados, estimulando, deste modo, novas formas de trabalhar e cooperar, passaram hoje a ser uma realidade e, em alguns casos, um fator diferenciador. Mas, o que são equipas virtuais?

O grau de virtualidade de uma equipa varia num continuum. Este pode ser medido pelo uso da tecnologia para a comunicação entre os membros, pela sua dispersão geográfica, pela colaboração com elementos externos à equipa e pela assincronia (os membros trabalham em momentos diferentes, com horários de trabalho comuns ou por turnos, seja no mesmo local ou não).

Normalmente, estas equipas são compostas por profissionais que trabalham em escritórios em cidades e/ou turnos diferentes, ou fazem trabalho remoto, sem nunca terem tido a oportunidade de trabalharem presencialmente, o famoso teletrabalho. Nestas situações, a comunicação entre a equipa é realizada através de ferramentas como o e-mail, telefonemas e videoconferência. Para uma comunicação ainda mais eficaz, deve ser tido em conta que nem todas as plataformas de videoconferência são as mais indicadas, sendo que aconselhamos o Skype, o Google Hangout, o Zoom, o Microsoft Teams e o ezTalks

Vantagens?

Apesar de existir uma menor frequência na interação face-a-face nas equipas virtuais, a missão e os objetivos não são diferentes dos das equipas tradicionais. Estas primeiras integram diversas vantagens, tais como:

  • Permitem às organizações incorporar indivíduos qualificados, independentemente da sua localização, ou seja, uma empresa portuguesa pode incluir trabalhadores que se encontrem a viver no Brasil, por exemplo, visto que a distância física já não é um problema;
  • Possibilitam às organizações acelerar o seu processo de resposta ao aumento da competitividade no mercado de trabalho;
  • Ajudam a promover a flexibilidade dos colaboradores, ou seja, estes têm a oportunidade de ter mais liberdade e autonomia para criarem as suas próprias rotinas, independentemente de onde se encontrem localizados.

O facto deste modelo de equipas promover vantagens comparativamente às equipas tradicionais deve-se à necessidade de partilharem a responsabilidade dos resultados, confiando fielmente na tecnologia como meio de comunicação. Vários autores defendem ainda que a utilização de equipas virtuais em organizações promove estruturas flexíveis e moldáveis, uma vez que possibilitam a redução de custos, a poupança de tempo e o aumento da produtividade, tornando as mesmas mais competitivas face ao mercado.

E a confiança?

A separação física dos membros de uma equipa levanta algumas questões sobre: Como devemos comunicar? Que tipo de problemas podem aparecer pela distância? Que ferramentas podem ser usadas? Será que posso confiar nos meus colegas de equipa?

A confiança assume um papel relevante no que diz respeito às equipas de trabalho, quer presenciais quer com algum grau de virtualidade. Diferentes estudos apontam para o facto de que, em equipas virtuais, a confiança, além de ser frágil, emerge mais tarde do que nas equipas tradicionais, pois a comunicação diminui e, consequentemente, as pistas não verbais acerca da confiabilidade dos outros membros do grupo também diminuem. Este facto é designado por delayed trust.

Contudo, a confiança é desenvolvida ao longo do tempo e aqui vão algumas dicas de como a promover nas equipas virtuais (e a todas as equipas e organizações tradicionais):

  1. Liderança forte e clara: Muitas das vezes as equipas não estão nem no mesmo espaço nem no mesmo fuso horário e é perante estas situações que uma liderança firme é essencial. Líderes fortes e proactivos conseguem facilmente identificar conflitos e falta de produtividade e agir em conformidade;
  2. Incentivar a transparência: Na maior parte das vezes não confiamos nos nossos colegas pois sabemos muito pouco ou nada sobre eles. Deste modo, e de forma a resolver esse problema, é necessário melhorar a transparência do nosso trabalho, tendo certeza de que todos sabem o que cada um faz. Umas das formas mais fáceis de atingir este ponto são as reuniões semanais em que todos falem um pouco das tarefas estão a desenvolver;
  3. Conectar-se com os colegas: Muitas das vezes pensamos que são apenas colegas de trabalho e não amigos, mas podemos estar errados. É sempre bom ter alguém da nossa equipa em quem possamos confiar e partilhar detalhes da nossa vida. Claro que no início pode ser difícil, mas com o tempo vão ver que deixam de ser estranhos no local de trabalho;
  4. Atividades de teambuilding: São uma ótima forma de fomentar o espírito de equipa, através de diversas atividades, geralmente em formato outdoor. Estas podem ser desde simples exercícios até simulações mais complexas, ou até mesmo a retiros de vários dias, nos quais são realizados diversos jogos de dinâmicas de grupo;
  5. Círculos de confiança: De forma a construir confiança dentro das equipas é muito importante que o ambiente seja propício a conversas, onde os colaboradores tenham espaço para expressar seus pensamentos e opiniões, de forma a garantir que são ouvidos e respeitados pelos seus colegas.

A Dellent Consulting é um dos exemplos de uma organização composta por equipas virtuais, tanto por ter escritórios em Aveiro e em Lisboa que estão em constante comunicação, como pelo facto de todos os seus consultores estarem dispersos em diferentes zonas do país. Desta forma, e tendo sempre em mente a necessidade de promover a confiança entre a equipa interna e os seus consultores, a Dellent aposta em reuniões semanais e atividades de teambuilding outdoors, proporcionando um ambiente propício a conversas para que todos se sintam parte da equipa. 

Na situação que estamos a viver atualmente, as equipas virtuais estão a emergir mais rapidamente, principalmente devido ao trabalho remoto. Se, por vezes, já temos dificuldade aquando da entrada numa equipa tradicional, imaginem os consultores que estão agora a ingressar num novo projecto sem possibilidade de comunicar com os colegas face-a-face. Desta forma, é crucial apostar no onboarding para que o consultor se sinta parte da equipa, fomentar a comunicação através das plataformas mencionadas e seguir as dicas anteriormente propostas. 


Na Dellent, reunimos os consultores mais competentes em Sistemas de Informação e Telecomunicações, formando equipas de trabalho capazes de entregar soluções de elevada qualidade.