Como construir uma política de benefícios ajustada às novas gerações

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Escrito por

Marina Pinho

Communication Manager

O mundo do trabalho está em constante transformação, e com ele as expectativas dos colaboradores. Com a entrada de novas gerações no mercado, nomeadamente millennials e Gen Z, as empresas enfrentam um novo desafio: adaptar as suas políticas de benefícios a um perfil profissional mais exigente, consciente e orientado para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Uma política de benefícios eficaz não é apenas um extra; é uma ferramenta estratégica para atrair e reter talento, reduzir o burnout e aumentar o engagement. Neste artigo, mostramos-lhe como construir uma política de benefícios alinhada com as expectativas das novas gerações e com as tendências atuais do mercado.

Entender o que as novas gerações valorizam 

Ao contrário de gerações anteriores, que viam o salário e a estabilidade como fatores principais de satisfação, os millennials e a Geração Z valorizam sobretudo a flexibilidade, o bem-estar e o alinhamento com os seus valores pessoais. Estas gerações cresceram num ambiente marcado pela transformação digital, pela crise climática e pela constante incerteza, o que moldou a sua visão sobre o que realmente importa no mundo profissional.

Para estas gerações:

  • Horários flexíveis e trabalho remoto deixaram de ser um extra para passar a ser uma expectativa básica. A possibilidade de trabalhar a partir de qualquer lugar, com maior autonomia, é vista como uma condição essencial.

  • Saúde mental, tempo livre e equilíbrio têm mais peso do que bónus monetários.

  • Procuram benefícios personalizáveis, que se adaptem à fase de vida de cada um.

Empresas que ignoram estas mudanças arriscam-se a perder relevância junto dos talentos mais jovens e a enfrentar maiores taxas de rotatividade.

Guia prático: como construir um pacote de benefícios flexíveis

Os benefícios flexíveis são uma resposta direta à necessidade de personalização. Permitem que cada colaborador escolha os benefícios que mais se ajustam à sua realidade: subsídios de alimentação, formação, mobilidade, saúde, ginásio ou apoio parental. Esta flexibilidade transmite confiança, reconhece a individualidade de cada membro da equipa e promove maior satisfação.

Se está a repensar os seus benefícios, começa por seguir este passo a passo:

  • Escuta ativa: Para criar uma política de benefícios relevante, é essencial ouvir quem mais importa, os próprios colaboradores. Por isso, realize inquéritos internos ou entrevistas informais com estes para perceber quais são os benefícios mais valorizados. Esta participação ativa não só gera melhores soluções, como também aumenta o compromisso com as medidas implementadas. Quando os colaboradores sentem que tiveram voz, são mais propensos a valorizar e utilizar os benefícios disponíveis. Além disso, este processo contínuo de escuta e ajuste contribui para criar uma cultura de proximidade e evolução constante.

  • Segmente por perfis: Considere que diferentes gerações ou áreas da empresa podem ter necessidades distintas. Agrupe por interesses ou fases de vida.

  • Defina um orçamento flexível: Estabeleça um plafond por colaborador e recorra a plataformas digitais que permitam a gestão individual dos benefícios.

  • Crie categorias de escolha: Alimentação, saúde, mobilidade, formação, apoio parental, tecnologia, bem-estar. Cada colaborador deve poder compor o seu pacote.

  • Comunique com clareza:  Explique como funciona o sistema de forma simples, com exemplos práticos e canais de apoio.

  • Avalie e ajuste: Recolha feedback regularmente e adapte as opções sempre que necessário. A flexibilidade também se aplica à evolução do modelo.

Este processo ajuda a criar um pacote realmente valorizado pelas equipas, com impacto direto no engagement e na perceção de valorização individual.

Conclusão 

Construir uma política de benefícios ajustada às novas gerações é mais do que seguir tendências: é alinhar a cultura da empresa com as expectativas de quem a faz todos os dias. Uma política moderna é aquela que escuta, adapta e responde com autenticidade. Ao fazê-lo, as empresas não só se tornam mais atrativas, como também fortalecem a lealdade interna e criam equipas mais resilientes e alinhadas.

Na Dellent, acompanhamos de perto a evolução do mercado de trabalho e ajudamos empresas a ajustarem as suas estratégias de retenção à nova geração de talento em TI. Queremos que as organizações portuguesas estejam na linha da frente da inovação no trabalho. Quer saber como? Fale connosco.